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Programa de Antimicrobial Stewardship Brasil: desafios e dicas de como superá-los

Por Robô Laura - 21 de dezembro de 2021

O uso indevido e excessivo de antimicrobianos, as práticas equivocadas de prescrição e as falhas na adesão dos pacientes aos tratamentos são os principais motivos que explicam a resistência microbiana no mundo. Uma maneira de conter esse grave problema de saúde pública é implantando programas antimicrobianos a partir de um planejamento completo de ação.

No entanto, essa prática não é uma tarefa simples. A conscientização em torno da importância do Programa Antimicrobial Stewardship no Brasil, por exemplo, ainda precisa ser desenvolvida em diversas instituições. E, mesmo nos hospitais em que as equipes estão conscientes sobre a importância desse programa, existem desafios a serem superados, como a dificuldade no gerenciamento das informações.

A tecnologia ganha protagonismo nesse cenário porque viabiliza uma implantação inteligente dos programas antimicrobianos, estruturando dados para compreender o comportamento microbiano dentro dos hospitais e, assim, prevenir a resistência. Neste conteúdo, falaremos mais sobre os desafios envolvidos e como superá-los. Continue a leitura e entenda por que o suporte tecnológico é peça-chave nesse processo!

Principais desafios para implantar o Programa Antimicrobial Stewardship no Brasil

O Programa Antimicrobial Stewardship é um conjunto de práticas coordenadas que permitem o gerenciamento e o controle adequado dos antimicrobianos nas instituições hospitalares. O objetivo do programa é frear o uso inapropriado desses medicamentos, prevenindo a resistência microbiana, que hoje corresponde a mais de 700 mil óbitos por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quer entender melhor como funciona um Programa Antimicrobial Stewardship? Conheça as principais aplicações e veja quais são os benefícios!

O contexto de pandemia da Covid-19 chamou ainda mais atenção para o assunto, tendo em vista as menções aos usos de antimicrobianos para tratar essa doença que é causada por vírus, e não por bactéria. O resultado disso, conforme aponta a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), é que os países das Américas vêm notificando cada vez mais surtos de infecções resistentes a medicamentos.

Os dados mostram que mais de 90% dos pacientes hospitalizados com Covid-19 nas Américas receberam um antimicrobiano, mas que apenas 7% deles realmente necessitavam desses medicamentos para tratar uma infecção secundária. Esse cenário alerta para a importância dos programas antimicrobianos visando o uso racional dos fármacos e, consequentemente, a segurança e o bem-estar dos pacientes.

Um planejamento de ação bem definido é o primeiro passo para estruturar um Programa Antimicrobial Stewardship de sucesso. Contudo, muitos gestores encontram as primeiras barreiras ao programa já nesta etapa inicial. A ausência de suporte tecnológico e a falta de preparação das equipes são alguns dos desafios mais evidentes. Falaremos melhor deles a seguir.

Aproveite e veja também estas 3 dicas de como implantar um Programa Stewardship eficiente e em tempo recorde!

Dificuldade no gerenciamento das informações

O gerenciamento manual dos dados de microbiologia é um dos grandes entraves aos programas de controle, pois isso atrasa consideravelmente a atualização do perfil antimicrobiano do hospital. As informações se perdem em meio a planilhas pouco didáticas e, por vezes, mal alimentadas, o que eleva bastante o tempo médio de análise da microbiota do hospital – em alguns casos esse tempo pode chegar a seis meses.

A falta de agilidade e assertividade nessas análises atrapalha muito o processo de tomada de decisões clínicas, colocando em risco a saúde e a segurança dos pacientes. Além disso, a fragmentação de dados gera retrabalho para as equipes de CCIH e da farmácia. Isso sobrecarrega os colaboradores e atrasa ainda mais o processo.

Ausência de equipes preparadas e multidisciplinares

Um Programa Stewardship deve ser conduzido por uma equipe multidisciplinar, que geralmente é composta por médicos infectologistas, farmacêuticos, enfermeiros e microbiologistas. É importante destacar que cada um desses profissionais desempenha um papel específico, porém eles não trabalham de forma independente. Os objetivos são coletivos e devem estar muito bem definidos no planejamento de ação do programa.

O desafio, nesse caso, é que algumas instituições não contam com equipes multidisciplinares. Se contam, muitas vezes esses profissionais não conseguem gerir adequadamente a base de dados por terem uma demanda muito grande de trabalho. Nesse sentido, reforçamos o papel da tecnologia na automação de tarefas repetitivas e manuais, deixando os colaboradores livres para redirecionar seus esforços a outras prioridades.

Pouco estímulo à cultura da transformação digital

A transformação digital trouxe diversas ferramentas que otimizam as rotinas corporativas. No segmento da saúde, as tecnologias de gerenciamento de dados permitem tirar os programas antimicrobianos do papel de um jeito rápido, prático e seguro. Dessa forma, os médicos terão acesso facilitado às informações que precisam para fundamentar decisões clínicas.

Porém, um dos desafios é que algumas instituições ainda não fomentam a cultura da transformação digital no ambiente corporativo. Ao dispensarem o suporte tecnológico, essas instituições deixam de ganhar racionalidade e velocidade em diversos processos, como na coleta e análise de dados para o Programa Stewardship. Para ser bem-sucedido nessa proposta, é preciso estar atento aos avanços e treinar bem as equipes.

Como superar os desafios do Programa Antimicrobial Stewardship

Vimos que as ferramentas inteligentes são indispensáveis na estruturação dos programas antimicrobianos. Sem o aparato tecnológico, a implementação desse tipo de controle levaria muitos meses, atrasando decisões clínicas que poderiam evitar danos aos pacientes, como a definição das estratégias terapêuticas ideais para cada caso.

Além de racionalizar as decisões, as ferramentas de automação dão fluidez à rotina corporativa, impulsionando a produtividade dos colaboradores – que agora já não perderão tempo atualizando planilhas manualmente. Essas tecnologias operam para que os gestores tenham insights valiosos sempre em mãos, como os alertas de resultados de exames de cultura e o histórico das medicações resistentes.

A Laura é uma empresa comprometida com essa missão, desenvolvendo ferramentas inteligentes para gerenciar o uso de antimicrobianos por meio da sistematização e automação do processo.

Em parceria com a MSD, a principal farmacêutica de antimicrobianos no mundo, a Laura lançou uma solução que vai ajudar você a implantar o Programa Stewardship no seu hospital, prescrevendo melhor os antibióticos e contribuindo para o bem-estar dos pacientes!

Conheça a Laura Antimicrobial Stewardship e veja como ter o controle da resistência antimicrobiana na palma da sua mão!

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