Gestão

Saiba como estruturar um programa de uso racional de antimicrobianos

Por Robô Laura - 10 de dezembro de 2021

Um programa de controle antimicrobiano é um conjunto de práticas coordenadas que permitem o gerenciamento e o controle adequado do uso de antimicrobianos em um hospital e/ou instituição de saúde. O objetivo é otimizar o uso desses fármacos, freando assim um dos maiores problemas de saúde pública: a resistência microbiana.

​​A forma com que o gerenciamento dos antimicrobianos normalmente é feita tende a agravar esse problema, visto que o compilamento manual das informações acaba atrasando a análise da microbiota do hospital, podendo levar a decisões clínicas pouco assertivas. Não à toa, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam que 30% a 50% desses medicamentos são prescritos de forma equivocada.

Nesse sentido, reforçamos a importância da automação dos programas de controle para tornar mais acurado o trabalho dos profissionais de saúde e, assim, garantir a segurança dos pacientes. Continue a leitura e entenda como tirar esse programa do papel!

Um dos motivos que agrava esse problema é que a prescrição de antimicrobianos não exige que o profissional seja especialista na área. Não à toa, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam que 30% a 50% desses medicamentos são prescritos de forma equivocada.

O gerenciamento inadequado dos antimicrobianos é outro fator que leva a prescrições incorretas. Nesse sentido, reforçamos a importância dos programas de controle para tornar mais assertivo o trabalho dos profissionais de saúde e, assim, garantir a segurança dos pacientes. Continue a leitura e entenda como tirar esse programa do papel!

Importância de um programa antimicrobiano e como otimizá-lo

A implantação de um programa antimicrobiano é uma medida imperativa para conter uma grave questão de saúde pública. Mais do que proporcionar o gerenciamento adequado desses fármacos, um bom Programa Stewardship é também um importante recurso de formação continuada para os profissionais da saúde.

No entanto, tirar um programa antimicrobiano do papel nem sempre é tarefa simples. Instituições que fazem isso manualmente enfrentam grandes problemas, como o desencontro de informações em planilhas fragmentadas e a demora para se fazer a análise da microbiota em todas as alas do hospital.

Em alguns casos, esse tempo médio de avaliação pode chegar a seis meses, o que compromete bastante o processo de tomada de decisões clínicas. A falta de agilidade e assertividade nesse percurso coloca em risco a saúde e a segurança dos pacientes. Por isso, otimizar a implantação do programa antimicrobiano também é algo urgente.

Hoje em dia, com os avanços trazidos pela transformação digital, existem diversas ferramentas inteligentes que automatizam a coleta e análise de dados para dar suporte às decisões clínicas. Assim, os médicos terão fácil acesso às informações que precisam para promover as estratégias terapêuticas ideais, considerando-se aspectos como dosagem, duração do tratamento e via de administração.

Essas ferramentas de automação operam por meio de uma plataforma de Inteligência Artificial estruturando a análise de dados para controlar o uso de antibióticos e, assim, combater a resistência microbiana. Com esse recurso, as equipes terão os dados que precisam na palma das mãos, a exemplo dos alertas de resultados de exames de cultura, histórico completo de medicação, lista de antibióticos resistentes a uma bactéria, entre outros mecanismos.

Etapas para estruturar um programa de controle antimicrobiano

Vamos agora às etapas básicas para colocar em prática o controle antimicrobiano.

Defina um planejamento de ação estratégico

O planejamento é o primeiro passo para estruturar um Programa Antimicrobial Stewardship de sucesso. É nessa etapa que se estabelecem as ações necessárias para o uso racional dos antibióticos, definindo quais processos devem sofrer intervenções em curto, médio e longo prazo. Os principais aspectos considerados nesse planejamento são:

  • O diagnóstico dos pacientes e a indicação para o uso de antimicrobianos;
  • Os fármacos que serão escolhidos para uso;
  • A dosagem, a via de administração e o tempo de uso;
  • O perfil de sensibilidade/resistência do fármaco;
  • A evidência de eventos adversos;
  • A taxa de sucesso: se houve cura ou mortalidade.

Monte uma equipe completa e multidisciplinar

Um programa de controle antimicrobiano é sempre multidisciplinar. Fazem parte da equipe médicos infectologistas, farmacêuticos, enfermeiros, microbiologistas, entre outros profissionais da saúde. Cada um deles desempenha um papel específico, porém, não trabalham de forma independente. Os objetivos traçados são sempre coletivos.

São esses profissionais que alimentam a base de dados que será estruturada pelas ferramentas inteligentes, servindo assim de suporte para que as decisões clínicas sejam tomadas com rapidez e segurança. Ou seja, podemos dizer que o fator humano aliado à inteligência artificial é o que garante o sucesso dos programas de controle, visando o cuidado centrado no paciente.

Faça as análises com softwares especializados

Vimos que trabalhar com ferramentas inteligentes é fundamental na estruturação dos programas antimicrobianos. Sem o auxílio da tecnologia, a implementação desse tipo de controle de forma eficiente levaria muitos meses, o que impediria os médicos de se decidirem com agilidade quanto às terapêuticas mais convenientes.

A tecnologia é, portanto, a responsável por racionalizar a tomada de decisões e, ao mesmo tempo, garantir a fluidez da rotina de trabalho dentro do hospital – já que muitas tarefas que antes eram feitas de forma manual, como a compilação de planilhas, agora serão feitas pelo software.

Compreender o comportamento microbiano dentro do hospital é imprescindível para evitar contaminações cruzadas e conter a resistência microbiana. Com o suporte tecnológico adequado, sua equipe não terá dificuldades para estruturar o programa de controle e se tornar uma referência no assunto.

A Laura é uma empresa comprometida com essa missão, utilizando a inteligência artificial para a coordenação do cuidado com a saúde de ponta a ponta. Em parceria com a MSD, a principal farmacêutica que desenvolve antimicrobianos no mundo, estamos lançando uma solução inteligente que vai ajudar a prescrever melhor os antibióticos.

Saiba mais sobre a Laura Stewardship e entenda como a solução ajuda no controle antimicrobiano! Aqui você também pode acessar diretamente a página do produto e você confere o conteúdo exclusivo que preparamos para explicar, ainda melhor, sobre essa IA que chega para revolucionar.

Assista a gravação do evento “Estruturação de Programas de Stewardship: das planilhas à Inteligência Artificial, que aconteceu em novembro e reuniu super especialista falando sobre este assunto.

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