Tecnologia

O papel da tecnologia nos cuidados paliativos

Por Robô Laura - 19 de maio de 2022

As pessoas geralmente associam os cuidados paliativos ao câncer. Mas, hoje em dia, esse tipo de tratamento engloba qualquer doença progressiva ou incurável que tenha se tornado uma ameaça à vida do paciente. Nesse sentido, a humanização dos serviços de saúde é um dos pilares para a prática do paliativismo.

A tecnologia pode ajudar proporcionando o suporte necessário para que os médicos saibam quando e como intervir, sempre na intenção de aliviar o sofrimento dos pacientes e proporcionar mais qualidade de vida. Neste conteúdo, falaremos dos princípios dos cuidados paliativos e como otimizá-los com suporte tecnológico.

Princípios dos cuidados paliativos

Antes de tudo, precisamos desmistificar uma ideia geral que envolve os cuidados paliativos: a de que eles só podem ser empregados quando não existe mais possibilidade de tratamento ou cura do paciente. Seu principal conceito é trazer bem-estar tanto para os pacientes quanto para seus familiares, independentemente das evoluções clínicas do quadro.

É aí que a humanização das práticas de saúde ganha destaque, tendo em vista que um atendimento mais humanizado envolve ir além da conduta terapêutica no plano físico, abrangendo também as condições emocionais e sociais dos pacientes. Todas essas áreas precisam estar em harmonia para que os cuidados paliativos se deem de forma bem-sucedida. Vamos a alguns princípios que regem essa prática:

  • Afirmação da morte como um processo natural do ser humano;
  • Promoção do alívio da dor e de outros sintomas incapacitantes;
  • Integração dos aspectos psicológicos e emocionais no tratamento;
  • Promoção de redes de apoio que permitam ao paciente viver ativamente;
  • Promoção de uma abordagem multiprofissional para que todas as necessidades do paciente sejam atendidas.

Qual o momento de iniciar os cuidados paliativos?

Quanto antes os cuidados paliativos forem iniciados – em conjunto com as demais medidas de prolongamento da vida, como os regimes de radio e quimioterapia, no caso do câncer – melhores serão os resultados na qualidade de vida do paciente. Além disso, situações de estresse entre as equipes médicas podem ser evitadas quando os tratamentos paliativos se iniciam no momento adequado.

Entretanto, identificar esse momento é algo desafiador, tendo em vista que, se o paciente for colocado em cuidados paliativos antes da hora, ele poderá perder grande parte dos tratamentos que poderiam ser eficazes no quadro. Normalmente, quando já se sabe que a expectativa de vida do paciente é menor do que um ano, dá-se início às ações paliativas.

 A força-tarefa dos médicos nesses casos é com o objetivo de aliviar as dores do paciente e outros desconfortos, como náuseas, falta de apetite e sofrimento profundo. É por isso que o suporte psicológico é essencial nesses quadros, de modo que o paciente se sinta acolhido e respeitado em todas as etapas do atendimento.

Como a tecnologia auxilia nos cuidados paliativos

Os avanços tecnológicos surgem como importantes aliados nos cuidados paliativos por um motivo simples: prever a mortalidade é algo complexo. Com um bom aparato tecnológico, é possível chegar mais próximo de uma decisão coerente. Para tanto, são levadas em consideração uma série de questões envolvendo o histórico do paciente, sua reação aos medicamentos e a natureza da doença que ele enfrenta.

Hoje, já existem ferramentas inteligentes que operam por meio da Inteligência Artificial a partir de algoritmos que conseguem “prever desfechos clínicos” como forma de melhorar a precisão dos prognósticos. Assim, a equipe médica e os demais profissionais de saúde envolvidos não perdem o timing na hora de colocar os cuidados paliativos em prática.

Os sistemas inteligentes são importantes não só pelo cruzamento de dados que geram insights para tomadas de decisão, mas, também, porque evitam a sobrecarga de trabalho das equipes. Os profissionais poderão focar seus esforços no cuidado centrado no paciente, contribuindo para a manutenção de seu bem-estar e para a adoção de medidas preventivas que vão evitar agravamentos no quadro.

Algoritmos da Inteligência Artificial e cuidados paliativos

Um estudo científico conduzido por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) mostra que os algoritmos da Inteligência Artificial conseguem predizer com eficiência a qualidade de vida futura de pacientes. Isso auxilia os médicos a iniciarem os cuidados paliativos no tempo certo, evitando a opção inadequada por terapias mais agressivas.

Esse estudo foi realizado com 777 pacientes em estado de câncer avançado, internados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Os resultados mostram que os modelos de inteligência artificial acertaram em até 82% dos casos se o paciente iria viver mais ou menos do que 30 dias com qualidade de vida, isto é, sem dor e com outros sintomas sob controle.

Ao fim do experimento, conduzido durante dois anos, 66% dos pacientes acompanhados vieram a óbito, sendo que 45% deles tiveram qualidade de vida de até 30 dias. A sobrevida média foi de 195 dias, sendo 70 deles com qualidade de vida.

Estudos como esse nos ajudam a compreender o papel da tecnologia no contexto dos cuidados paliativos, orientando as decisões médicas de modo a priorizar o que for melhor para o paciente. Afinal, o grande desafio dos médicos nesse cenário é justamente escolher se investem na qualidade de vida do paciente ou se convém continuar fazendo as intervenções mais agressivas.

As ferramentas da Laura que utilizam o apoio da inteligência artificial, auxiliam no monitoramento da jornada do paciente de ponta a ponta, oferecendo suporte para a coordenação do cuidado e permitindo uma tomada de decisão mais eficiente.

Se você tem interesse em transformar processos por meio da Inteligência Artificial, saiba mais sobre as soluções da Laura e veja como elas podem trazer mais eficiência para os serviços de saúde!

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