Tecnologia

Evite deterioração clínica com protocolo MEWS e tecnologia

Por Robô Laura - 12 de maio de 2022

Um dos grandes desafios nas instituições de saúde é o reconhecimento precoce da deterioração clínica dos pacientes. Esse reconhecimento é fundamental para reduzir mortalidades e morbidades em geral. Neste conteúdo, mostraremos como as ferramentas tecnológicas auxiliam nesse contexto, permitindo prestar uma assistência mais criteriosa e humanizada ao paciente.

Desafio da deterioração clínica

O reconhecimento precoce dos indícios e sintomas que sugerem agravamento nos casos é um fator decisivo para a sobrevida dos pacientes, possibilitando prognósticos ágeis para melhorar o desfecho evolutivo dos quadros. Entre os principais objetivos dessa tarefa, destacamos:

  • Promover o atendimento precoce por meio dos sinais de deterioração;
  • Reduzir a incidência de paradas cardiorrespiratórias fora das unidades críticas;
  • Reduzir o número de transferências para Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs);
  • Padronizar a percepção do quadro clínico dos pacientes pela equipe de saúde;
  • Padronizar os procedimentos de avaliação e reavaliação dos pacientes.

O reconhecimento precoce dos quadros em deterioração é um grande desafio nas instituições porque, muitas vezes, os profissionais não contam com dispositivos inteligentes que facilitam a prévia identificação e interpretação correta das condições que levaram ao agravamento dos quadros.

As escalas de alerta precoce são um importante recurso para lidar com esse desafio, pois operam à beira dos leitos e podem ser facilmente interpretadas por toda a equipe. Essas escalas se baseiam na avaliação dos sinais vitais dos pacientes, atribuindo pontos conforme as alterações em cada quadro clínico. Assim, dependendo da pontuação atingida, definem-se os procedimentos de avaliação e conduta.

Alerta precoce: protocolo de escala MEWS

A escala MEWS (Early Warning Score Systems) – ou Escala de Alerta Precoce Modificada, em português – é um dos protocolos de alerta precoce mais conhecidos para prever a deterioração clínica dos pacientes, como a possibilidade de parada cardíaca, mortalidade, transferência para a UTI, entre outros desfechos hospitalares.

É dever dos profissionais de saúde avaliarem todos os pacientes adultos admitidos nas unidades de internação e semi-intensivas conforme o score MEWS, calculando e registrando as pontuações de acordo com os sinais vitais em questão. Uma pontuação maior ou igual a 4 nessa escala configura um critério para acionamento do código vermelho, que significa caráter de urgência.

Os fatores fisiológicos envolvidos na avaliação do MEWS incluem:

  • Nível de consciência (SNC);
  • Frequência cardíaca (FC);
  • Pressão arterial sistólica (PAS);
  • Frequência respiratória (FR);
  • Temperatura (temp.).

Importante destacar que o protocolo MEWS se aplica aos casos imediatos, ou seja, nas situações em que o paciente já está em um quadro delicado ou passando por alguma complicação. Vem justamente daí a principal limitação relacionada a esse método, afinal, trabalhar com o “agora” é um empecilho para as equipes no sentido de previsibilidade.

Nesse sentido, destacamos o papel dos softwares que operam com análises preditivas, como a Inteligência Artificial da Laura. A partir do cruzamento de dados, a ferramenta consegue prever quando o paciente pode vir a ter uma complicação. Assim, as equipes podem se antecipar aos problemas.

O trabalho com as ferramentas inteligentes soluciona, portanto, as limitações do protocolo MEWS, tendo em vista que, com as análises preditivas, o time prevê o que vem pela frente. Isso é fundamental para tomar decisões clínicas mais efetivas e prevenir deteriorações nos quadros mais graves.

Impactos da deterioração clínica

Vimos que a avaliação precoce da deterioração clínica é crucial para identificar os sinais de alerta e, assim, direcionar adequadamente e em tempo hábil os protocolos de atuação. Vale lembrar que o uso da escala MEWS não substitui os julgamentos clínicos, mas funciona como um recurso valioso para que certas condutas sejam definidas e aplicadas precocemente, sempre com o objetivo de reduzir as taxas de mortalidade e as morbidades em geral.

Os impactos positivos de ter um olhar para a deterioração clínica envolvem não só uma qualidade assistencial diferenciada a cada paciente, mas, também, a redução no custo médio das operações hospitalares e no tempo de internação. Hoje em dia, existem softwares especializados que permitem identificar antecipadamente os riscos de deterioração, visando condutas muito mais ágeis e eficientes.

Para você ter uma ideia do quanto esses impactos são significativos, considere os seguintes números que podem ser alcançados com o uso das soluções de deterioração clínica da Laura:

  • Redução média de 6 mil no custo por paciente.
  • Economia de 5,5 milhões em 1 ano;
  • Redução de 25% na taxa de mortalidade geral;
  • Redução de 10% no tempo médio de internação por paciente.

Como a Laura pode ajudar?

A Laura oferece soluções de inteligência artificial com o objetivo de acessibilizar  a saúde por meio da tecnologia, gerando impactos sociais positivos ao acompanhar toda a jornada dos pacientes.

O assistente de deterioração clínica da Laura aumenta a capacidade da instituição de identificar antecipadamente os pacientes em piora nas enfermarias e UTIs, utilizando todo o histórico do paciente que está disponível no prontuário eletrônico.

Os algoritmos de machine learning e os motores de protocolos da ferramenta fazem a análise desses dados para estabelecer o ranqueamento de risco, classificando o nível de piora clínica dos pacientes por meio de probabilidade. Ao cruzar dados, a IA consegue descobrir qual a probabilidade de um paciente em determinada situação sofrer uma deterioração clínica no futuro, com base em referências anteriores e escalas como a MEWS. 

Estabelecida a classificação, o sistema inteligente comunica a equipe assistencial por meio de um dashboard intuitivo e/ou mensagens diretas para direcionar as avaliações necessárias no processo de cada paciente. É uma ação preditiva, ou seja, os profissionais da saúde podem agir antes que a situação do paciente de fato se deteriore.

Esse suporte digitalizado retroalimenta o trabalho com Data Analytics na instituição, gerando insights valiosos para compreender a jornada e o perfil dos pacientes, o que é essencial para prestar um atendimento cada vez mais ágil, de qualidade e sem desperdiçar recursos operacionais.

 

Gostou da ideia? Saiba mais sobre o assistente de deterioração clínica da Laura e comece hoje mesmo a aprimorar os processos na sua instituição de saúde!

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