Tecnologia

Como a tecnologia está mudando a forma de monitorar a Diabetes

Por Robô Laura - 30 de junho de 2022

Uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a data de 26 de junho como o Dia Nacional da Diabetes, uma doença que afeta 1 em cada 10 adultos entre 20 e 79 anos no mundo inteiro, conforme relatório da International Diabetes Federation (IDF).

Isso significa que, até o final de 2021 (data do último levantamento) , eram mais de 537 milhões de pessoas portadoras dessa doença. Ainda conforme a IDF, este número deverá aumentar para 643 milhões em 2030 e chegar a 783 milhões em 2045. O cenário pessimista chama atenção para a importância de se debater com urgência essa questão de saúde pública.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma essa perspectiva ao evidenciar o aumento no número de diagnósticos em nosso país. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada pelo órgão em 2020, mostra que os portadores da doença já somam 7,7% da população brasileira (12,3 milhões de pessoas). Em 2013, esse número era de 6,2%.

A Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE também aponta que, no Brasil, 52% das pessoas de 18 anos ou mais – em um grupo de respondentes em 108 mil domicílios – informaram que foram diagnosticadas com ao menos uma doença crônica em 2019. Hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, depressão e diabetes são as maiores ocorrências.

Como sabemos, as chamadas Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) representam um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, estando associadas a um grande número de mortes prematuras e perda de qualidade de vida. Além disso, geram custos elevadíssimos para os sistemas de saúde.

Para termos uma ideia da gravidade do assunto, as DCNTs são responsáveis por cerca de 41 milhões de mortes por ano, o que equivale a 71% de todos os óbitos ocorridos no mundo. No Brasil, as DCNTs representaram 54,7% das mortes registradas, o que equivale a 730 mil óbitos, sendo que 41,8% ocorreram prematuramente.

Essa conjuntura alarmante reforça a necessidade de se debater novas formas de manejo das doenças crônicas em geral, incluindo o diabetes. Nesse cenário, os avanços tecnológicos na área da saúde despontam como grandes aliados, porque auxiliam na precisão dos diagnósticos e permitem monitorar remotamente os quadros clínicos.

Assim, a partir da análise de indicadores de saúde, é possível prever deteriorações com mais agilidade, de modo a preservar o bem-estar e qualidade de vida dos pacientes diabéticos. É disso que falaremos neste conteúdo, trazendo um panorama geral sobre o que é a doença, quais os primeiros sintomas de diabetes e como a tecnologia está mudando a forma de lidar com essa condição.

Continue a leitura e veja como utilizar as ferramentas inteligentes como aliadas no combate às questões de saúde pública associadas à diabetes!

O que é Diabetes?

A Diabetes Mellitus é uma síndrome metabólica de origem múltipla. O quadro se configura pela falta de insulina e/ou incapacidade desse hormônio de desempenhar de forma adequada sua função, que é fazer a manutenção do metabolismo da glicose no organismo. Desse modo, a doença se caracteriza por uma hiperglicemia (taxas elevadas de açúcar no sangue) permanente.

Outro fato alarmante sobre a diabetes é que se trata de uma doença silenciosa: mais de 5 milhões de brasileiros sequer sabem que são diabéticos, embora o Brasil seja o 6º país no mundo com maior número de diagnósticos dessa doença. Esses números também foram levantados pela relatoria da International Diabetes Federation (IDF).

Quais são os tipos de diabetes?

Os diabetes Tipo 1 e Tipo 2 são os mais conhecidos. O primeiro ocorre em menor frequência (5% a 10% dos diabéticos) e está associado à destruição das células produtoras de insulina em decorrência de problemas no sistema imunológico do indivíduo. O segundo, que ocorre em cerca de 90% dos diabéticos, refere-se à resistência à insulina ou deficiência na secreção desse hormônio.

Há ainda a diabetes gestacional, que se caracteriza pela diminuição da tolerância à glicose diagnosticada durante a gestação. Nesse caso, a doença pode ou não permanecer após o parto. Outros tipos de diabetes podem também estar associados a outras doenças ou ao uso de certos medicamentos.

Quais são os primeiros sintomas de diabetes?

Os primeiros sintomas de diabetes geralmente se caracterizam por:

  • Sede anormal;
  • Boca seca;
  • Micção frequente;
  • Perda de peso;
  • Visão turva;
  • Cansaço extremo.

Entretanto, como o diabetes é uma doença silenciosa, o paciente tende a demorar a perceber os sintomas. Isso leva mais rapidamente ao agravamento do quadro, que pode incluir comprometimento da função dos rins, acometimentos dos olhos, neuropatia periférica e doenças vasculares como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC).

Como nem sempre a doença vem acompanhada de sintomas – ou estes são de difícil identificação -, é válido ressaltar a importância de se fazer o check-up regularmente para realizar uma avaliação preventiva e analisar as condições de saúde do paciente. No caso da diabetes, o exame de sangue (hemoglobina glicada) é que valida o diagnóstico.

Já que falamos sobre a importância da prevenção, aproveite nosso guia completo sobre o assunto e veja dicas para ter sucesso ao divulgar as ações da Medicina Preventiva na sua operadora de saúde!

Vale lembrar ainda que, apesar de a diabetes ser uma doença de origem múltipla, existem alguns fatores de risco que podem estar associados aos quadros. São eles:

  • Idade acima dos 40 anos (diabetes tipo 2);
  • Fatores genéticos;
  • Hipertensão arterial;
  • Obesidade, inclusive a obesidade infantil;
  • Níveis elevados de colesterol e triglicérides;
  • Uso irrestrito de alguns medicamentos, como os à base de cortisona;
  • Ausência de atividade física regular;
  • Estresse de origem emocional.

Transforme o cuidado dos beneficiários

Além da relevância das ações preventivas em saúde, existem outras maneiras de transformar o cuidado dos beneficiários nas operadoras, como a correta estruturação dos serviços de Atenção Primária e o trabalho com a inteligência de dados. Os dispositivos de monitoramento remoto, por exemplo, permitem que pacientes crônicos sejam acompanhados constantemente pelas equipes médicas.

Dessa forma, fica mais fácil avaliar as evoluções no quadro e prever possíveis casos de deterioração clínica. Outra vantagem dessa prática é a alimentação constante da base de dados das instituições de saúde, a partir da centralização de informações ricas que vão auxiliar as equipes a tomar decisões de forma mais ágil e consciente, o que é fundamental para a segurança e o bem-estar dos pacientes.

Anamnese, medicações prescritas, administração de medicamentos, resultados de exames, entre outros dados relevantes unificam-se aos sistemas inteligentes, evitando que as informações sobre cada paciente se percam nos processos de atendimento e no monitoramento constante de doenças crônicas. 

A seguir, listamos alguns fatores que você precisa considerar nessa prática.

Priorize o cuidado centrado no paciente

O trabalho com ferramentas inteligentes permite centralizar o cuidado no paciente. Afinal, com um bom suporte tecnológico, diversas tarefas que antes eram realizadas de forma manual pelas equipes passam a ocorrer de forma automatizada. Dessa forma, os colaboradores têm mais tempo livre para se dedicarem às necessidades individuais de cada paciente, melhorando assim a qualidade do atendimento e a experiência do indivíduo ao longo da jornada.

Tenha todos os dados do paciente em um único lugar

O trabalho com dados em saúde é mais um dos braços do Big Data que vêm auxiliando diversos segmentos a prestarem serviços mais eficazes e seguros. Graças a essa tendência, já existem diversos softwares especializados que coletam, analisam, organizam e estruturam os dados dos pacientes em uma base unificada e de fácil acesso por todos da equipe.

Isso é essencial para o controle das informações e, consequentemente, para um processo de tomada de decisão mais eficiente, baseado na confiabilidade dos dados. Vale destacar ainda que essa gestão inteligente das informações influencia diretamente na redução de custos assistenciais e no aumento da sobrevida dos pacientes em situações críticas.

Estruture programas de Promoprev

Os programas de Promoprev são um conjunto de ações planejadas para melhorar as condições de saúde da população em geral a partir da identificação de fatores de risco e perfis epidemiológicos. A intenção é proporcionar um olhar mais acurado aos pacientes no sentido de melhorar a qualidade de vida dos indivíduos para, assim, evitar o surgimento de doenças como o diabetes e outras condições crônicas.

Ainda em relação à diabetes, precisamos salientar que, para além da prevenção, é necessário definir ações direcionadas aos pacientes que já são portadores da doença. Como vimos, a tecnologia é uma grande aliada nessa missão. Isso porque, por meio do aparato tecnológico, é possível monitorar os pacientes de forma mais certeira, ágil e satisfatória, definindo linhas de cuidado mais específicas para essa situação.

O paciente diabético alocado em uma Linha de Cuidado passa a receber acompanhamento sob medida para o seu caso. Uma assistente virtual passa a monitorar automaticamente seu quadro clínico e a evolução de seu tratamento, oferece à equipe médica uma visão 360º de cada paciente, podendo emitir alertas, tirar dúvidas e agendar teleconsultas.

Ou seja, a tecnologia ajuda os  portadores de diabetes a terem uma vida praticamente normal, desde que cuidem bem da alimentação, façam o monitoramento constante da glicemia e realizem regularmente os exames clínicos.

A Laura Care é uma plataforma de coordenação do cuidado que atua em todas essas frentes para escalar os serviços de promoção e prevenção à saúde nas diversas etapas do atendimento.

A plataforma se utiliza da inteligência artificial (IA) para aprimorar processos internos, otimizar os diagnósticos, analisar indicadores de saúde, entre outras funções relevantes para a coordenação do cuidado de ponta a ponta.

Conheça a Laura Care e saiba mais sobre essa plataforma que entrega um atendimento de qualidade e humanizado durante a jornada completa do paciente!

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