Gestão

3 dicas para implantar um programa Antimicrobial Stewardship

Por Robô Laura - 27 de outubro de 2021

Um programa Antimicrobial Stewardship é um conjunto de práticas coordenadas que visam o gerenciamento e o controle dos antimicrobianos, na intenção de reduzir o uso inapropriado desses fármacos em todos os ambientes de cuidados na área da saúde.

Esse processo é impulsionado pelas ferramentas de automação, as quais dão suporte às decisões clínicas, promovendo a seleção do regime terapêutico ideal, considerando-se aspectos como dosagem, duração do tratamento e via de administração.

Assim, minimizam-se as reações adversas e evita-se a resistência antimicrobiana, que é hoje um dos problemas mais urgentes da saúde pública. Neste conteúdo, mostraremos como implantar um programa Antimicrobial Stewardship para conter esse problema.

 

Uso racional de antimicrobianos: uma necessidade urgente

A prescrição de antimicrobianos não exige que o profissional seja especialista na área. Esse é um dos motivos que levam a prescrições equivocadas e desnecessárias.

As estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 30% a 50% dos antimicrobianos são prescritos de forma inadequada.

Nesse contexto, a implantação de um programa Antimicrobial Stewardship é uma medida imperativa para conter o avanço das estatísticas. Além de fazer o gerenciamento do uso racional de antimicrobianos, o programa é um importante mecanismo de educação continuada tanto para os médicos quanto para os outros profissionais envolvidos.

O desafio é grande porque, muitas vezes, a equipe multidisciplinar que prescreve o antimicrobiano o faz sem a noção da microbiota e das bactérias mais frequentes em determinados ambientes. Esse é um dos principais fatores que favorecem a resistência microbiana.

Vale lembrar que a resistência microbiana é um dos problemas que mais causa mortes no mundo, respondendo por mais de 700 mil óbitos por ano segundo a OMS. Por isso, o uso racional é uma questão urgente, pois, além de conter as taxas de mortalidade, evita que esses fármacos se tornem obsoletos de forma rápida.

Isso porque a velocidade com que as bactérias ganham resistência é maior do que a velocidade com que a indústria consegue pesquisar e desenvolver novos fármacos. 

Inclusive, a tendência é que nos próximos anos o controle dos antimicrobianos seja uma prioridade e os programas de gerenciamento sejam uma obrigatoriedade nas instituições de saúde.

 

Dicas para um bom programa de controle de antimicrobianos

A tecnologia é parte fundamental na implantação de um programa Antimicrobial Stewardship bem-sucedido. As ferramentas inteligentes ajudam a monitorar os indicadores de forma concreta, sinalizando as oportunidades de melhorias a partir de processos que resultem em um microbiota saudável e menos resistente. 

A seguir, mostraremos 3 dicas práticas para tirar o programa do papel.

1. Faça um bom planejamento de ação

Planejar um programa Antimicrobial Stewardship inclui definir as ações de promoção do uso racional dos antimicrobianos e quais processos devem sofrer intervenções. São levados em consideração aspectos como:

  • O diagnóstico dos pacientes e a indicação para o uso de antimicrobianos;
  • Os fármacos que serão escolhidos para uso;
  • A dosagem, a via de administração e o tempo de uso;
  • O perfil de sensibilidade/resistência do fármaco;
  • A evidência de eventos adversos;
  • A taxa de sucesso: se houve cura ou mortalidade.

2. Conte com uma equipe multidisciplinar

Um programa stewardship é conduzido por uma equipe multidisciplinar geralmente composta por médicos infectologistas, farmacêuticos, enfermeiros e microbiologistas. Cada um desses profissionais desempenha um papel específico, mas não trabalham de forma independente. O fator humano nesse processo é sempre coletivo.

Esses profissionais alimentam a base de dados que servirá de suporte para a tomada de decisões. A compilação dos dados é feita com o auxílio da tecnologia, dando mais racionalidade e velocidade ao monitoramento e ao processo de gestão de riscos, com foco na segurança e no cuidado centrado no paciente.

3. Invista em softwares especializados

Vimos que a tecnologia é peça-chave no trabalho com os dados que efetivam o controle dos antimicrobianos, ajudando a racionalizar esse processo, tornando-o cada vez mais ágil e eficiente por meio da automação de tarefas que antes eram feitas de forma manual.

Por exemplo: sem a tecnologia, os relatórios de cultura de antimicrobianos podem levar meses para ficarem prontos, dificultando a prescrição médica. Já com uma solução inteligente, os médicos obtêm esses resultados de imediato, o que é essencial para compreender o comportamento microbiano e evitar problemas como contaminações cruzadas.

Ou seja, embora envolva muitas variáveis, a implementação do programa AMS não é tarefa impossível. Trabalhando com as ferramentas certas e uma equipe engajada não será difícil colocar o programa em prática e alcançar resultados promissores no controle dos antimicrobianos.

A Laura é uma empresa comprometida com essa missão, utilizando a inteligência artificial para a coordenação do cuidado com a saúde de ponta a ponta. Em parceria com a MSD, a principal farmacêutica que desenvolve antimicrobianos no mundo, estamos lançando uma solução inteligente que vai ajudar a vencer a resistência microbiana.

Quer entender mais sobre o assunto? Então assista a gravação do evento: Estruturação de Programas de Stewardship: das planilhas à Inteligência Artificial e entenda como o uso da tecnologia pode ajudar você a prescrever melhor os antibióticos.

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