Inteligência artificial

Inteligência artificial na saúde: como humanizar o atendimento?

Por Robô Laura - 17 de abril de 2021

A discussão sobre atendimento humanizado tem ganhado cada vez mais destaque à medida que as ferramentas de inteligência artificial na saúde são inseridas no setor. Ouvimos falar que os procedimentos técnicos padronizados e automatizados contribuíram para tornar a relação médico-paciente mais direta e, de certo modo, fria. 

É como se a tecnologia removesse o aspecto humano do atendimento ao paciente, deixando os indivíduos sob cuidados de robôs e máquinas. 

Porém, essa não é nem de longe a realidade e vamos te explicar porquê. É preciso analisar que, substituindo procedimentos burocráticos e repetitivos que antes eram feitos de forma manual, por ferramentas tecnológicas que contam com o apoio da IA, os médicos que antes perdiam 49,2%* do seu tempo com atividades deste tipo, agora podem dedicar um tempo de qualidade aos seus pacientes.

*Annals of Internal Medicine, September 6, 2016

Neste artigo, vamos explorar ainda mais essas questões e, de certa forma, revelar como a inteligência artificial na saúde tem papel fundamental no atendimento humanizado. Confira!

O que leva a crer que a Inteligência Artificial na saúde não é humanizada?

Existem diversos fatores que levam a crer que a inteligência artificial na saúde não é humanizada. A ideia de que IA é uma grande ameaça e que roubaria empregos ainda permite que as pessoas pensem nas tecnologias como prejudiciais, ou ainda pior: perigosas.

E não para por aí, de acordo com uma pesquisa realizada pela Sage, empresa de tecnologia focada em softwares e soluções de gestão empresarial, 43% dos entrevistados nos Estados Unidos e 46% dos entrevistados no Reino Unido responderam que não sabem do que se trata a IA. Isto é, o maior problema hoje em dia ainda é que o público em geral não tem ideia do que a inteligência artificial realmente significa.

Atualmente, a maioria dos projetos de inteligência artificial na saúde são baseados em aprendizado de máquina que auxiliam a identificar padrões dentro de conjuntos de dados e, portanto, tentam fazer previsões com base nos dados existentes. É o caso da análise preditiva na saúde, por exemplo. 

Não se trata de copiar o cérebro humano. Trata-se de construir um sistema que atue de maneira similar ao comportamento de um ser humano. Em suma, IA significa análise, solução de problemas e automação com base em dados, conhecimento e experiência.

Como a IA tem ajudado na humanização do atendimento 

Com a intervenção da inteligência artificial na saúde em tarefas que antes eram manuais, os cuidados com o paciente se tornam ainda mais humanizados, pois ela permite que a equipe médica tenha mais tempo para desempenhar a atenção que é necessária.

Além disso, a tecnologia pode reduzir os erros humanos, ajudando os médicos a tomar outras decisões importantes que podem salvar muitas vidas.

Em uma pesquisa realizada pelo MIT Technology Review Insights, em associação com a GE Healthcare, mais de 78% dos profissionais de saúde disseram que suas implantações de IA já criaram melhorias no fluxo de trabalho em atividades operacionais e administrativas, incluindo gerenciamento de cronograma. 

O uso de inteligência artificial na saúde para otimizar o gerenciamento do cronograma e outras tarefas administrativas cria oportunidades de usá-la para aplicações mais voltadas para o paciente, permitindo que os médicos trabalhem com os pacientes mais de perto e com mais conhecimento. 

A análise também revelou que 79% por cento dos profissionais de saúde indicam que as ferramentas de IA ajudam a mitigar o esgotamento clínico, sugerindo que a tecnologia permite que ofereçam um atendimento mais envolvente e centrado no paciente.

A inteligência artificial também ajudou os profissionais de saúde a reduzir os erros clínicos. A equipe médica que não usa IA citou a luta contra o erro clínico como um desafio importante dois terços das vezes, mais do que o dobro quando comparado com a equipe médica que tem implantações de IA.

Na saúde, a IA traz diversos benefícios, entre os quais, agilizar o atendimento e auxiliar a equipe médica a realizar diagnósticos antecipados, funcionando como um suporte na tomada de decisões.

O médico ganha tempo de ação e o paciente mais chances de vida. É desta maneira que a Laura inteligência clínica vem auxiliando profissionais do Brasil inteiro na missão de aprimorar a qualidade no cuidado dentro de hospitais.

Uma solução que auxilia a equipe médica e assistencial a identificar pacientes em trajetória de deterioração clínica, possibilitando a intervenção antecipada para iniciar com mais tempo a gestão de cuidados, otimizando resultados clínicos e financeiros.

Quer mais informações relevantes sobre qualidade no cuidado do paciente e outras áreas da gestão hospitalar? Continue acompanhando nosso blog.

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