Gestão

Tecnologias para o mapeamento do perfil epidemiológico da carteira de beneficiários

Por Robô Laura - 14 de outubro de 2021

O mapeamento do perfil epidemiológico é essencial para traçar estratégias mais eficazes na prevenção de doenças e no estímulo à saúde, além de cooperar com as exigências da ANS para a acreditação da operadora de saúde.

Do contrário, operadoras que iniciam ações preventivas sem saber do quadro geral de saúde da sua carteira de beneficiários possivelmente não terão o retorno esperado, por não estar alinhado ao seu público-alvo. 

Com as informações demográficas, comportamentais e de histórico de saúde, é possível fazer cruzamentos entre faixas etárias, quadros clínicos existentes, medicamentos que são utilizados e hábitos de vida da carteira, por exemplo.

Pensando nisso, elaboramos este artigo para você entender quais as tendências de mapeamento do perfil epidemiológico na sua carteira de beneficiários. Boa leitura!

Como fazer um perfil epidemiológico da carteira de beneficiários

O processo de mapeamento de perfil epidemiológico requer tempo e planejamento. A tecnologia é uma grande aliada para equilibrar esses dois requisitos.

Com dados, os gestores conseguem analisar a situação dos usuários e definir quais pontos precisam de solução imediata. Desse modo, as estratégias são focadas nos problemas da carteira de beneficiários, o que torna mais prático o trabalho dos profissionais e melhora a saúde da população.

No atendimento de ação primária e na iniciação de programas de promoção à saúde é recomendado fazer perguntas e registrar de forma organizada as respostas a respeito do histórico familiar, hábitos e doenças pré-existentes ou que possam se desencadear no beneficiário. 

Com essas informações, é possível identificar se os respondentes precisam participar de determinada ação. A partir disso, a operadora consegue definir quais programas devem ter prioridade e diminuir taxas altas de determinadas doenças. 

Leia também: “Tecnologia na saúde: 5 avanços que você precisa aplicar na instituição

A grande conquista desse mapeamento é conseguir evitar o surgimento ou o agravamento de doenças. Além de ser um grande benefício para a saúde do usuário, isso evita custos desnecessários com tratamentos ou atendimentos médicos no futuro. 

Esses resultados estimulam a participação dos beneficiários e ampliam o sucesso da ação preventiva. 

Analisar e trabalhar com os dados do perfil epidemiológico proporciona mais agilidade às equipes de saúde, economiza recursos e assegura a abrangência dos programas para quem precisa. Por essa razão, a transformação digital vem sendo inserida na gestão em saúde, uma vez que a tecnologia garante maior eficácia no mapeamento.

Tecnologias para mapeamento de perfil epidemiológico

A gestão em saúde tem na tecnologia uma grande aliada para realizar o mapeamento de perfil epidemiológico. 

Com softwares e ferramentas  especializadas, o trabalho na coleta de informações dos usuários é otimizado e a possibilidade de erros no processo são reduzidas. 

Essas tecnologias facilitam a análise de dados por meio de filtragem das informações da carteira de beneficiários por idade, sexo, endereço, histórico de saúde, etc. 

A coleta pode ser realizada de diversas formas. A principal delas é no momento que o usuário faz o cadastro na operadora de saúde. Esse é o canal para reunir as principais informações sobre histórico familiar. 

O uso dessas informações de forma estratégica pode melhorar significativamente a saúde da população e contribui para o planejamento de ações para promoção da saúde por parte dos gestores. 

Conheça, a seguir, as tecnologias usadas para o mapeamento de perfil epidemiológico.

SMS

O SMS (Short Message Service, ou serviço de mensagens curtas) é uma velha conhecida dos usuários de telefones celulares. Muitas operadoras de saúde usam esse canal de comunicação para enviar alertas aos beneficiários.

No entanto, para uma pesquisa, pode não ser a melhor opção. Com a popularização dos smartphones e dos aplicativos de mensagens, o SMS está caindo em desuso. O índice de adesão é baixo, o que dificulta a coleta de dados.

E-mail

O correio eletrônico (e-mail) é uma importante forma de troca de mensagens, as comunicações institucionais são feitas por esse canal. É um meio para as operadoras de saúde se relacionarem com seus beneficiários, com conteúdos atraentes e relevantes. 

Porém, se a intenção é obter um grande número de respondentes para uma pesquisa, você terá um desafio. O retorno é baixo quando se envia um formulário, o que é prejudicial quando há a necessidade de uma ampla amostra. 

Inteligência Artificial (I.A.)

A Inteligência Artificial permite interagir com um grande número de usuários e responder dúvidas sobre doenças, sintomas, quando e onde buscar atendimento médico, por exemplo.  Por meio de uma assistente virtual e o aprendizado de máquina, é possível fazer essa triagem/pré-anamnese  e encaminhamento de forma totalmente automatizada. 

Com uma simples conversa, a assistente virtual guia o beneficiário em um processo de levantamento dos dados para alimentar o mapeamento do perfil epidemiológico. Então, além de beneficiar o paciente, as informações coletadas poderão ajudar na tomada de decisões.

A inteligência artificial permite extrair dados em B.I. analíticos  para utilização no planejamento estratégico e promoção da saúde por parte dos gestores da operadora. 

Leia também: Inteligência artificial na saúde: como humanizar o atendimento?

Telemedicina Inteligente

Auxiliada pela Inteligência Artificial (I.A.), permite ampliar o acompanhamento de casos graves  via telemedicina inteligente, facilitando a visualização do histórico de saúde do paciente, a evolução do quadro da doença em questão e a realização do atendimento médico pelo ambiente digital. Os casos que não são urgentes podem ser acompanhados pelo robô com I.A.

O teleatendimento via chat ou WhatsApp aproxima a operadora de saúde e o beneficiário. Os dados coletados durante a interação sobre a saúde do beneficiário ficam sempre registrados no histórico de saúde e atualizados no mapeamento do perfil epidemiológico. 

Big Data

Ao realizar o mapeamento de perfil epidemiológico, as operadoras de saúde lidam com uma grande quantidade de dados. Com isso, a tecnologia tem um papel fundamental na coleta, armazenamento e interpretação, transformando dados em informações,  utilizando referências e relevância estatística no perfil da amostra. Números com relevância estatística são aqueles confiavelmente distintos e que ajudam na análise dos seus dados.

Com uma boa gestão de Big Data, o tempo de gerenciamento das informações fica reduzido, liberando as equipes de saúde para se dedicar ao paciente. 

Além disso, torna mais precisa a avaliação de perfis de saúde, permitindo a criação de programas mais coerentes com as demandas e necessidades dos beneficiários.

Importância dos dados para gestão em saúde

Parte das adequações exigidas pela ANS (RN450 e RN452) para a acreditação em APS têm relação com a infraestrutura de tecnologia para a implantação de sistemas de gestão em saúde. O objetivo é melhorar as práticas de gestão e contribuir para tomadas de decisões mais precisas e eficazes pelas operadoras de saúde.

A utilização de um sistema de apoio para o mapeamento do perfil epidemiológico da carteira de beneficiários, permite analisar dados através do cruzamento de informações, ao relacionar os problemas de saúde com seus fatores determinantes e identificar os principais riscos da doença.

Também podemos salientar que o mapeamento de perfil epidemiológico é fundamental para melhorar a experiência dos usuários, prevenir doenças na população, auxiliar o sistema de gestão da operadora de saúde e reduzir o impacto orçamentário. 

Quer mais informações sobre tecnologias para mapeamento de perfil epidemiológico e operadoras de saúde no geral? Continue acompanhando nosso blog. Aproveite e veja também: “Análise preditiva: saiba como a IA atua na gestão do cuidado

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