Gestão

Tecnologias para o mapeamento do perfil epidemiológico de beneficiários

Por Robô Laura - 23 de agosto de 2022

O mapeamento do perfil epidemiológico é essencial para traçar estratégias mais eficazes na prevenção de doenças e no estímulo à saúde, além de cooperar com as exigências da ANS para a acreditação da operadora de saúde.

Do contrário, operadoras que iniciam ações preventivas sem saber do quadro geral de saúde da sua carteira de beneficiários possivelmente não terão o retorno esperado, por não estarem alinhadas com seu público-alvo.

Com as informações demográficas, comportamentais e de histórico de saúde, é possível fazer cruzamentos entre faixas etárias, quadros clínicos existentes, medicamentos que são utilizados e hábitos de vida da carteira, por exemplo.

Pensando nisso, elaboramos este artigo com todas as informações que você precisa para entender o que é perfil epidemiológico. Você verá também quais tecnologias ajudam a mapear esses perfis na sua carteira de beneficiários. Boa leitura!

Conceito de perfil epidemiológico

Chama-se de perfil epidemiológico o estudo que é realizado para identificar o quadro geral de saúde de uma comunidade específica de pacientes, a exemplo dos beneficiários de uma operadora de saúde. Trata-se de um passo importantíssimo para o desenvolvimento dos programas da Medicina Preventiva, contribuindo também para a adesão da população a essas medidas.

Afinal, se os programas preventivos forem elaborados sem que se conheça em profundidade o público-alvo, há grandes chances de os beneficiários não aderirem aos programas, uma vez que aquelas ações não condizem com suas necessidades. O objetivo do perfil epidemiológico é, portanto, mapear os principais problemas de saúde de um determinado grupo de pacientes.

Se você está precisando aprimorar o foco da sua gestão para promover ações mais estratégicas, acesse este conteúdo e entenda como sua operadora pode atuar de forma preventiva!

O levantamento do perfil epidemiológico é feito por meio de questionários personalizados que abordam questões como hábitos de vida, histórico familiar, fatores de risco para doenças, entre outros aspectos que ajudam a direcionar as ações de saúde que serão promovidas. Dados complementares levantados pela operadora também potencializam essa análise, como utilização de consultas, tipos de internações e medicamentos frequentes.

Qual a importância de traçar o perfil epidemiológico?

Vimos que mapear o perfil epidemiológico é fundamental para o sucesso de campanhas preventivas, assim como das ações promovidas em prol da qualidade de vida da população – o que inclui palestras educativas, atividades disponibilizadas, acompanhamento de quadros crônicos, etc.

É dever das operadoras de saúde compreenderem o perfil da sua carteira de beneficiários justamente para não perderem a adesão e o engajamento dessas pessoas. Ações desalinhadas com as reais necessidades do público só vão gerar desperdício de tempo e dinheiro.

Aí entram ferramentas inteligentes, que se tornaram grandes aliadas das operadoras por ajudarem a mapear perfis epidemiológicos. Isso vale tanto em termos de promoção da saúde em larga escala, quanto em relação à produtividade dos colaboradores, visto que os softwares centralizam a base de dados para facilitar as análises e liberar as equipes.

Falando em produtividade das equipes, veja quais são os erros que mais comprometem a performance dos colaboradores e saiba como evitá-los!

Tipos de estudos de perfil epidemiológico

Vamos aos métodos de pesquisa mais comuns para mapear determinado perfil epidemiológico.

Estudos descritivos

Esse tipo de estudo visa determinar a distribuição de doenças e outras condições com base no tempo, lugar e/ou características dos indivíduos. As perguntas-chave em um estudo descritivo são: quando, onde e quem adoece? Dados pré-existentes como taxa de mortalidade e de hospitalizações podem ajudar a compreender a incidência de novos casos ou a prevalência de determinada doença.

Estudos analíticos

Os estudos analíticos identificam se existe correlação entre uma exposição e uma doença ou condição associada à saúde. Um exemplo desse tipo de estudo é o mapeamento ecológico, no qual compara-se a ocorrência de determinada doença ou condição de saúde e a exposição de um grupo de indivíduos a fatores que poderiam levar a tais condições.

Estudos caso-controle

Os estudos de caso-controle fazem parte das pesquisas analíticas que visam identificar fatores determinantes para a ocorrência de alguma doença. Sendo assim, identifica-se, primeiramente, os indivíduos portadores da doença (casos) e, para efeito de comparação, aqueles sem a doença (controles). Em seguida, por meio de entrevistas ou consulta a prontuários, evidencia-se a associação com certos fatores de risco.

Como fazer um perfil epidemiológico da carteira de beneficiários

O processo de mapeamento de perfil epidemiológico requer tempo e planejamento. A tecnologia é uma grande aliada para equilibrar esses dois requisitos, pois as ferramentas tecnológicas operacionalizam o processo de coleta e análise de dados. Além disso, tornam as interpretações mais confiáveis.

Com dados, os gestores conseguem analisar a situação dos usuários e definir quais pontos precisam de solução imediata. Desse modo, as estratégias são focadas nos problemas da carteira de beneficiários, o que facilita o trabalho dos profissionais e melhora a saúde da população.

No atendimento de Ação Primária e na iniciação de programas de promoção à saúde, é recomendado fazer perguntas e registrar de forma organizada as respostas a respeito do histórico familiar, hábitos e doenças pré-existentes ou que possam se desencadear no beneficiário.

Quer saber mais sobre Atenção Primária? Baixe nosso guia gratuito e veja em detalhes como organizar esse setor na sua operadora de saúde!

Com essas informações, é possível identificar se os respondentes precisam participar de determinado programa preventivo, por exemplo. A partir disso, a operadora consegue definir quais ações devem ter prioridade, visando diminuir taxas de ocorrência de determinadas doenças.

A grande conquista do mapeamento do perfil epidemiológico é conseguir evitar o surgimento ou o agravamento de doenças. Além de ser um grande benefício para a saúde do usuário, isso evita custos extras com tratamentos desnecessários, procedimentos repetitivos ou atendimentos médicos no futuro.

Ou seja, os resultados de um mapeamento confiável estimulam a participação dos beneficiários nos programas e ampliam o sucesso das ações preventivas, o que é crucial para a manutenção do bem-estar e da qualidade de vida da população. O processo também é muito vantajoso para as equipes, que se tornarão mais produtivas.

O trabalho com dados no mapeamento de perfis epidemiológicos proporciona mais agilidade aos colaboradores de saúde, além de economizar recursos e assegurar a abrangência dos programas para quem precisa. Por essa razão, a Inteligência Artificial vem se consolidando como um recurso indispensável na gestão em saúde.

Boas práticas para fazer o mapeamento do perfil epidemiológico

Para que a promoção das medidas preventivas seja eficaz, é imprescindível se certificar de que os participantes realmente estão inseridos no contexto daquela ação, isto é, se de fato necessitam do que está sendo proposto pelo programa.

Os dados do perfil epidemiológico viabilizam essa tarefa, mostrando quem são os beneficiários elegíveis para participarem de cada tipo de ação. É por isso que as perguntas sobre histórico familiar e hábitos de vida são tão importantes no mapeamento.

Esse tipo de abordagem estratégica é muito importante para que a operadora possa definir a prioridade de lançamento das campanhas. Por exemplo: se o perfil epidemiológico evidencia um grande número de pessoas diabéticas em determinada comunidade, é preciso priorizar ações que visem diminuir essas taxas.

Vimos que o uso da tecnologia é peça-chave nesse processo, configurando-se como uma das melhores práticas para fazer um mapeamento adequado de perfil epidemiológico e, assim, tornar mais sólidos os programas preventivos, evitar o desperdício de recursos financeiros e impedir a sobrecarga de trabalho das equipes.

Quer saber mais sobre tecnologia na saúde? Veja 5 avanços tecnológicos que você pode aplicar na sua instituição!

Tecnologias que auxiliam o mapeamento de perfil epidemiológico

A gestão em saúde tem na tecnologia uma grande aliada para realizar o mapeamento de perfil epidemiológico. Os avanços trazidos pela transformação digital vêm revolucionando as práticas de gestão nos mais diversos segmentos. O setor da saúde é um dos que mais se beneficia desse movimento, tendo em vista que a acurácia é um fator imprescindível para uma atuação segura no ramo.

Os softwares e ferramentas especializadas permitem que o gestor de saúde trabalhe com a confiabilidade das estatísticas. O trabalho na coleta de informações dos usuários é otimizado e a possibilidade de erros no processo é reduzida. Sem falar que, com a automação de tarefas que antes eram manuais, as equipes podem aproveitar melhor o tempo, redirecionando esforços conforme as prioridades da instituição.

Em relação ao perfil epidemiológico, essas tecnologias facilitam a análise de dados por meio da filtragem das informações da carteira de beneficiários por idade, sexo, endereço, histórico de saúde, entre outros indicadores importantes.

A coleta pode ser realizada de diversas formas. A principal delas é no momento que o usuário faz o cadastro na operadora de saúde. Esse é o canal para reunir as principais informações sobre histórico familiar.

O uso dessas informações de forma estratégica pode melhorar significativamente a saúde da população e contribui para o planejamento de ações de promoção da saúde por parte dos gestores, aprimorando a experiência do usuário e evitando desperdício de recursos nas operadoras.

Um assistente clínico como a Laura Care se utiliza da Inteligência Artificial (IA) para que o gestor possa conduzir todos esses processos com agilidade e eficiência. Acesse o infográfico e entenda como funciona!

A seguir, falaremos de algumas tecnologias mais utilizadas para o mapeamento de perfil epidemiológico.

SMS

O SMS (Short Message Service ou serviço de mensagens curtas) é um velho conhecido dos usuários de telefones celulares. Muitas operadoras de saúde usam esse canal de comunicação para enviar alertas aos beneficiários.

No entanto, para uma pesquisa mais ampla, o SMS pode não ser a melhor opção. Com a popularização dos smartphones e dos aplicativos de mensagens, esse recurso está caindo em desuso. O índice de adesão é baixo, o que dificulta a coleta de dados.

E-mail

O correio eletrônico (e-mail) é uma importante forma de troca de mensagens, as comunicações institucionais são feitas por esse canal. É um meio para as operadoras de saúde se relacionarem com seus beneficiários, com conteúdos atraentes e relevantes.

Porém, se a intenção é obter um grande número de respondentes para uma pesquisa, você terá um desafio: o retorno é baixo quando se envia um formulário, o que é prejudicial quando há a necessidade de uma amostra mais significativa.

Inteligência Artificial (I.A.)

A Inteligência Artificial permite interagir com um grande número de usuários e responder dúvidas sobre doenças, sintomas, quando e onde buscar atendimento médico, por exemplo. Por meio de uma assistente virtual e do machine learning (aprendizado de máquina), é possível fazer essa triagem/pré-análise e encaminhamento de forma totalmente automatizada.

Com uma simples conversa, a assistente virtual guia o beneficiário em um processo de levantamento dos dados para alimentar o mapeamento do perfil epidemiológico. Então, além de beneficiar o paciente, as informações coletadas poderão ajudar na tomada de decisões mais acuradas. A IA é, portanto, uma excelente opção para aprimorar sua gestão em saúde.

Para compreender melhor os mecanismos de atuação da inteligência artificial na saúde, acesse este conteúdo e entenda como essa tecnologia ajuda a humanizar os atendimentos!

Telemedicina Inteligente

A Inteligência Artificial (IA) permite também ampliar o acompanhamento de casos graves via telemedicina inteligente, o que facilita a visualização do histórico de saúde do paciente, a evolução do quadro da doença em questão e a realização do atendimento médico pelo ambiente digital.

Os casos que não são urgentes podem ser acompanhados pelo robô com IA. O teleatendimento via chat ou WhatsApp aproxima a operadora de saúde e o beneficiário. Os dados coletados durante a interação sobre a saúde do beneficiário ficam registrados no histórico das ferramentas, podem ser integrados ao prontuário eletrônico do paciente e ajudam a manter os perfis epidemiológicos sempre atualizados.

Big Data

Ao realizar o mapeamento de perfil epidemiológico, as operadoras de saúde lidam com uma grande quantidade de dados. Neste cenário, a tecnologia tem um papel fundamental na coleta, armazenamento e interpretação, transformando conteúdo bruto em dados ricos e organizados, capazes de gerar insights valiosos para a tomada de decisões clínicas.

O Big Data é uma tendência que resume esse processo, permitindo trabalhar com relevância estatística nas amostras em questão. Com uma boa gestão de Big Data, o tempo de gerenciamento das informações fica reduzido, liberando as equipes de saúde para se dedicarem ao paciente.

Importância dos dados para gestão em saúde

Parte das adequações exigidas pela ANS (RN440 e RN452) para a acreditação em APS tem relação com a infraestrutura de tecnologia para a implantação de sistemas de gestão em saúde. O objetivo é melhorar as práticas gerenciais e contribuir para tomadas de decisões mais precisas e eficazes pelas operadoras de saúde.

Para darem suporte ao mapeamento do perfil epidemiológico da carteira de beneficiários, as ferramentas tecnológicas certas podem fazer o cruzamento automático de informações, correlacionando os problemas de saúde a seus fatores determinantes, de modo a identificar os principais riscos de doenças.

Em linhas gerais, fazer um mapeamento adequado do perfil epidemiológico é fundamental para melhorar a experiência dos usuários, prevenir doenças na população, auxiliar o sistema de gestão da operadora de saúde e reduzir o impacto orçamentário.

Se você quer transformar processos a partir da inteligência artificial, conheça nossa assistente virtual e surpreenda-se com o que a tecnologia pode fazer pela sua instituição e por seus pacientes!

Materiais premium

Conteúdos mais lidos