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Como a RN 452 impacta nas operadoras de saúde?

Por Robô Laura - 17 de dezembro de 2021

A RN 452 estabelece critérios para a acreditação das operadoras de saúde pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Trata-se de uma revisão e consulta pública da resolução normativa 277/2011. 

O processo de acreditação consiste na avaliação das operadoras de saúde que atuam no Brasil em relação aos aspectos do cotidiano dessas empresas, desde a gestão até o atendimento ao paciente. 

Além de melhorar o atendimento, a qualidade de vida dos beneficiários e reduzir gastos assistenciais, os  programas de promoção da saúde e prevenção de doenças (Promoprev) contribuem para a melhora de desempenho no processo de acreditação pela ANS.

Para alcançar os níveis de acreditação é fundamental estar em conformidade em todos os requisitos estipulados pela ANS. As operadoras passam pelo processo de forma voluntária, mas a acreditação é essencial para garantir excelência e reconhecimento dos serviços. 

Neste post, você vai entender mais sobre a acreditação das operadoras de planos de saúde instituído pela RN 452. Confira.

Programa de Acreditação das Operadoras de Planos de Saúde

O Programa de Acreditação de Operadoras consiste no processo de avaliação que leva à certificação em reconhecimento às boas práticas de gestão em saúde suplementar. O processo qualifica os serviços prestados, incentivando e reconhecendo a dedicação.

A avaliação é feita pelas entidades acreditadoras reconhecidas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). No processo, é identificado se a operadora cumpre os critérios estabelecidos pela RN 452, de março de 2020.

São quatro dimensões que envolvem a avaliação do programa de acreditação: experiência do beneficiário, gestão em saúde, organizacional e rede prestadora. 

Nesse contexto, há 21 requisitos envolvidos e mais 168 itens a serem verificados,  os quais integram com IDSS, RN 440 e RN 443.

Apesar das dimensões abordarem todo o escopo de uma operadora de saúde, a gestão organizacional merece um destaque, já que estimula essas empresas a adotarem boas práticas na área. Essas ações melhoram aspectos que destacamos a seguir:

Coordenação do cuidado

A coordenação ao cuidado envolve desde a equipe assistencial até as equipes médicas na análise preditiva. As ações permitem decisões mais acertadas e otimizam resultados financeiros. 

Porém, com o grande fluxo de dados da carteira de beneficiários é praticamente impossível superar os desafios da RN452 sem o auxílio da tecnologia. Com as ferramentas inteligentes, é possível acompanhar todo o itinerário de atendimento ao paciente, auxiliando na identificação de situações fora do padrão da linha de cuidado.

Perfil epidemiológico da carteira de beneficiários

A utilização de sistema de apoio ao mapeamento do perfil epidemiológico da carteira de beneficiários se encaixa nas adequações exigidas pela RN452. Isso porque a prática tem relação com a infraestrutura de tecnologia para a implantação de sistemas de gestão em saúde.

O mapeamento dos beneficiários permite analisar o histórico de saúde do paciente e cruzar dados com outros usuários do plano. Esses são fatores determinantes para identificar altas de doenças e contribuir para promoção à saúde.

Sendo assim, práticas de descoberta de padrões, identificação de falhas no atendimento ao paciente e definição de modelos melhores para o beneficiário, tornam os desafios da RN 452 menos difíceis.

Como é o processo de acreditação?

Os padrões estabelecidos pela RN 452 são a base para o processo de acreditação das operadoras de saúde. As entidades reconhecidas medem o nível de qualidade dos serviços prestados aos beneficiários de forma minuciosa, durante a visita à empresa. 

Durante o processo, serão analisados itens como atendimento ao clientes, atividades financeiras, assessoria jurídica, entre outros procedimentos da área de saúde. Ao ser aprovado, a operadora recebe um certificado, o qual pode estar classificado nos seguintes níveis:

  • Nível I: classificado entre 90 e 100 pontos;
  • Nível II: classificado entre 80 e 89 pontos;
  • Nível III: classificado entre 70 e 79 pontos.

Para passar pelo processo de acreditação, as operadoras precisam estar em regularidade com a fiscalização da ANS, monitoramento econômico-financeiro e técnico-assistencial, e alcançar a nota suficiente pela IDSS.

Para mais informações sobre inscrição no Programa de Acreditação de Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde acesse o site oficial da ANS.

Leia também: Conheça as vantagens da tecnologia para apoiar a coordenação do cuidado

RN 452 e IDSS

Entre os requisitos para se submeter a acreditação, como citamos, alcançar o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar – IDSS, igual ou maior a 0,6, é um dos principais fatores a serem conquistados pelas operadoras de saúde.

O IDSS é considerado a base do Programa de Qualificação das Operadoras. A finalidade é verificar o desempenho das operadoras de saúde para que possam atuar de maneira regularizada no Brasil.

Este programa é muito importante para melhorar a gestão em saúde, incentivar a inovação no setor e aperfeiçoar as normas regulatórias da ANS.

É importante ressaltar que o projeto foi elaborado em conjunto com o Programa de Acreditação de Operadoras, entre outras iniciativas da Agência Nacional em Saúde Suplementar.

Nesse método de avaliação, são consideradas 4 dimensões: qualidade em atenção à saúde, garantia de acesso, sustentabilidade no mercado e gestão de processo e regulação. Essas dimensões abrangem 32 indicadores e a nota final varia de 0 a 1.

Leia também: Por que usar a tecnologia nos Procedimentos Operacionais padrão (POP) em saúde?

Impactos da RN 452 nas operadoras de saúde

A acreditação baseada na RN 452 promove diversos benefícios para as operadoras e busca evidenciar a qualidade máxima dos serviços prestados. 

As operadoras de saúde que buscam excelência através de programas de acreditação podem sobreviver em meio a um mercado tão concorrido e se destacar diante da concorrência. Pensando nisso, listamos os impactos causados pelo reconhecimento da ANS:

  • Melhora considerável no atendimento dos pacientes, o que leva a satisfação dos usuários;
  • Produtividade e eficiência na realização das atividades e na utilização dos recursos;
  • Retorno sobre o investimento e efeito favorável na saúde da carteira de beneficiários;
  • Alto grau de competência profissional;
  • Redução de custo com gestão, redesenho de processos exigido por comitês avaliativos;
  • Agilidade no faturamento e em atividades financeiras;
  • Mais transparência na relação com prestadores parceiros e usuários do plano;
  • Redução de erros que possam acarretar em multas e queda da pontuação do IDSS;
  • Reconhecimento da operadora de saúde no mercado.

É importante ressaltar que a adesão ao programa por parte de operadoras de saúde garante bonificações na IDSS, o qual varia de acordo com o nível acreditado.

Além disso, o programa promove reduções da margem de solvência, com validade em 2022, e redução de fatores de capital regulatório, após janeiro de 2023. 

Essas ações representam um grande incentivo para as empresas do setor em relação às boas práticas de atenção à saúde e qualidade de serviço. 

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